Ciclo iniciado em Dezembro de 1990, inserido num projecto em comum com a Fundação Royaumont em França e The Tyrone Guthrie Center na Irlanda, para a criação de uma rede europeia de centros de tradução de poesia viva, à qual aderiram a Associação Divan na Turquia, a Asociación Sansueña em Espanha, l’Istitució de les Lettres Catalanes na Catalunha, a Associação Villa Decius na Polónia The Baltic Center for Writers and Translators e o Centro Hölderlin-Gesellschaft na Alemanha.
O projecto é articulado com base num poeta, que assegura a escolha dos poetas estrangeiros convidados, que reúne à sua volta uma equipe de escritores e tradutores associados e que ao mesmo tempo será o “animador” do seminário, assegurando ainda a supervisão das publicações que resultarem do seminário.
Em Portugal esse poeta foi, de 1990 a 1996 Pedro Tamen e, desde 1997 Nuno Júdice e Fernando Pinto do Amaral.
A Fundação da Casa de Mateus acolhe os poetas durante os cinco dias do seminário ao fim dos quais é feita uma leitura pública dos poemas na sua versão original e da sua tradução. Essa leitura repete-se no Porto ou em Lisboa sempre que possível.
Pretende-se promover o encontro entre os poetas e difundir a sua obra. Para isso é editado pela Quetzal um livro de cada um dos conjuntos de poemas apresentados para tradução pelos poetas estrangeiros convidados, numa edição especial a que se chamou Poetas em Mateus.
Em Mateus foram já traduzidos os poetas Emmanuel Hocquard e Claude Royet-Journoud (França); John Ashbery, Kenneth Koch e Philip Levine (EUA); John Montague e Thomas Mc Carthy (Irlanda); Franco Loi e Valerio Magrelli (Itália); Tasos Denegris e Demosthenes Agrafiotis (Grécia); Anise Kolz (Luxemburgo) e Jacques Izoard (Bélgica); Hans-Ulrich Treichel e Richard Wagner (Alemanha); Ruth Fainlight e Elaine Feinstein (Reino Unido); Eva Gerlach (Holanda) e Herman de Coninck (Bélgica); Peter Zirkulli e Endre Kukorelli (Hungria); Maria Mercè Marçal e Alex Susanna (Catalunha); Marin Sorescu e Nicolae Diaconu (Roménia); Ardal Alova e Adnan Özer (Turquia); Olga Orozco e Juan Gelman (Argentina; Ivan Laùcik e Ivan Strpka (Eslovénia); Lasso Sodeberg (Suécia); Bruno Wheinhals e Michael Donhauser (Austria); Anne Perrier (Suiça) e Salah Stétié (Líbano); Marcin Barin e Marcin Sendecki (Polónia); Myriam Moscona e Antonio Deltoro (México); Claude Esteban e Henry Delui (França), Pentti Holappa e Timo Sinnemaa (Finlândia);Jesus Muñariz e Jenaro Talens.(Espanha) Pia Tafdrup e Per Aage Brandt (Dinamarca); Hélène Dorion e Paul Bélanger (Canada); Sinan Gudzevic; Marko Vesovic e Boris A. Novak (Eslovénia do Sul); Israel Eliraz e Israel Bar Kohav (Israel), Joumana Haddad e Abdo Wazen (Libano), Karen Press e Dan Wylie (Africa do Sul), Petr Kral e Jan Stolba (Checoslaváquia) Martin Steiner (Italia) e Fabio Pusterla (Suiça), Mohammed Bennis e Hassan Nejmi (Marrocos), Evridiki Perikleous Papadopoulou e Georgos Kalozois (Cyprus); Enda Wiley e Pat Boran (Irlanda); Shota Iatashvili e Maia Sarishvili (Georgia), Alexandra Petrova e Alexei Tsvetkov (Russia), Boyko Lambobski e Gueorgui Konstantinov (Bulgaria) Philippe Delaveau (França) e Amalia Bautista (Espanha), Alain Lance (França) e Richard Pietrass (Alemenha).
Os Seminários de Tradução Colectiva de Poesia Viva e a edição dos livros traduzidos em Mateus tiveram o apoio da Direcção Geral do Livro e das Bibliotecas.
Após um interregno (2010-2019) os Seminários voltaram para mais uma edição em 2019. No ano de 2020, face às restrições provocadas pela pandemia do CORONAVIRUS, a edição não se realizou nos moldes habituais. Desta feita e para assinalar a ocasião foram apresentados, ao longo do mês de Maio, os testemunhos de vários poetas e publicados um conjuntos de poemas no site da Fundação da Casa de Mateus.
Pode ainda consultar a lista de poemas traduzidos.