Viver a Casa de Mateus sem sair de casa
Abril, mês da Terra

As redes sociais e o universo digital são o novo palco da programação da Fundação da Casa de Mateus. Ao longo deste mês, recordando como o mundo lá fora é e continuará a ser a nossa casa comum, o tema será Abril, mês da Terra.

Por causa da pandemia e das medidas de contenção adotadas em Portugal, a Fundação da Casa de Mateus viu-se na necessidade de reimaginar a programação cultural prevista para Abril. Não só o local dos eventos passa do espaço físico para o espaço digital, mas a própria forma de relacionamento com o meio natural e social serve de ponto de partida para uma programação direcionada para a Terra enquanto espaço comum.

“Tomando como paradigma a desmaterialização imposta pelas condições de isolamento social, a Fundação da Casa de Mateus vê como essencial a prossecução da sua programação. Por iniciativa própria ou em associação com os seus parceiros estruturantes, recorrendo a plataformas inovadoras e a novas formas de relação, pretende contribuir para um Renascimento apoiado no património, no saber e na arte, no exercício de uma nova forma de ser e de estar que permita que o futuro não seja apenas uma reconstrução pobre do presente, mas antes uma oportunidade para nos reinventarmos outros, mais ricos na inteligência do mundo e dos seus desafios”, refere a Fundação da Casa de Mateus.

Neste contexto, o mês de Abril é repleto de desafios: já no dia 14, e inserido no projeto Lugar Comum [que tem como objetivo a capacitação dos funcionários e colaboradores da Fundação], realizar-se-á mais uma sessão da Oficina de Vitivinicultura, desta vez online e dirigida pelo Eng. João Castella, com o título ‘Biodinâmica, um impulso cultural novo na compreensão da Natureza’.

No dia 18 de Abril, Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, o eixo longitudinal que atravessa a Casa de Mateus será o protagonista de uma narrativa que conta como a história secular da Casa determinou a paisagem envolvente, na qual se destacam o monte de Santa Sofia, a Quinta de S. João, a Mata do Conde, o bairro de Casal de Matos e a antiga aldeia de Mateus. A ligação histórica destes territórios à Casa de Mateus permitiu manter, até hoje, uma vocação antiga de proteção da envolvente paisagística.

No Dia Mundial da Terra, 22 de Abril, a pretexto da comemoração dos 150 anos da plantação dos grandes Cedros feita por D. José Luís, 3º Conde de Vila Real, e aproveitando também para homenagear o Arq. Gonçalo Ribeiro Telles, autor do parque e do espelho de água que enquadra a entrada no perímetro da Casa de Mateus, será inaugurada uma exposição online, que nos conduzirá pelos momentos sucessivos que construíram aquilo que conhecemos hoje como os Jardins da Casa de Mateus.

No Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor, dia 23 de Abril, a Fundação da Casa de Mateus assinala, com colaboração com a Associação Blablalab, três autores universais desaparecidos neste mesmo dia: William Shakespeare, Miguel de Cervantes e Alvaro Garcia de Zúñiga.

No dia 26, Dia das Rotas dos Jardins Históricos, a proposta passa pela abordagem aos Jardins da Casa de Mateus, que desde o início de 2020 integram a Rota dos Jardins Históricos do Douro.

No dia 30 de Abril, iniciar-se-ia uma residência artística na Casa de Mateus com o trio luso-brasileiro que venceu o Concurso de Residência Artística dos XXIX Encontros Internacionais de Música de Casa de Mateus. Na sua ausência física, a (Não)Residência Artística dos XXIX Encontros dá-nos a oportunidade de conhecer melhor este Ensemble e de reviver a experiência desenvolvida ao longo deste evento realizado em 2019.

Neste ano em que a Fundação da Casa de Mateus comemora 50 anos, o desafio da celebração desta data é ainda maior e passa, obrigatoriamente, pela reinvenção do presente e do futuro imediato.

 

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