Jorge Silva Melo vence Prémio D. Diniz 2020

O Prémio D.Diniz será atribuído este ano a Jorge Silva Melo pelo seu livro “A mesa está posta”, publicado pela editora Cotovia, por deliberação do Júri presidido por Nuno Júdice, e de que fazem parte também Fernando Pinto do Amaral e Pedro Mexia. Para Nuno Júdice, ““A mesa está posta” de Jorge Silva Melo é um livro que nos senta com o autor, à volta de memórias, de leituras, de filmes, com a qualidade de uma escrita que fala connosco e de onde saímos mais sábios sobre a vida e sobre a realidade do nosso mundo.”

Jorge Silva Melo é um encenador, ator, cineasta, dramaturgo, tradutor e crítico português.

Nascido a 7 de agosto de 1948, em Lisboa, frequentou a Faculdade de Letras de Lisboa, tendo integrado o Grupo de Teatro de Letras, onde fez O Anfitrião, com Luís Miguel Cintra. Esta peça fazia uma crítica ao teatro de então e foi um enorme sucesso.

Aos 21 anos foi estudar cinema em Inglaterra, tendo frequentado a London Film School em 1969 e 1970.

Regressou a Portugal e, em 1973, fundou com Luís Miguel Cintra o Teatro da Cornucópia, que dirigiu até 1979, tendo simultaneamente sido ator e encenador da companhia.

Como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian estagiou em Berlim, na Alemanha, com Peter Stein, de quem foi assistente durante nove meses, e em Milão, na Itália, com Giorgio Strehler.

Em 1980, estreou-se como realizador de cinema com o filme Passagem – Ou a Meio Caminho (1980), uma adaptação sobre a vida de Georg Büchner. Foi ainda o autor de obras como Ninguém Duas Vezes (1985), agosto (1988), Coitado do Jorge (1993) e António, Um Rapaz de Lisboa (2000), entre outras. Ainda no cinema dedicou-se também à representação, tendo começado em 1982 com dois filmes: Conversa Acabada, de João Botelho, e A Ilha dos Amores, de Paulo Rocha. Ainda entrou em obras como Silvestre (1982), de João César Monteiro, e O Sapato de Cetim (1985), de Manoel de Oliveira.

Foi também assistente de realização em filmes de João César Monteiro, Paulo Rocha, António Pedro Vasconcelos e Alberto Seixas Santos.

Entre 1982 e 1987, foi professor na Escola de Cinema de Lisboa.

Em 1995, fundou a Artistas Unidos, companhia de teatro da qual assumiu a direção.

A 29 de janeiro de 2004, recusou o Prémio Almada para teatro, no valor de 25 mil euros e instituído pelo Instituto das Artes, alegando que não compete ao Estado distinguir uns em detrimento de outros.

Jorge Silva Melo foi também crítico de teatro e de cinema e tradutor de obras de autores consagrados como Pirandello, Oscar Wilde, Bertolt Brecht, Georg Büchner, Michelangelo Antonioni, Pier Paolo Pasolini e Harold Pinter.

Em 2007 publicou a obra “O Século Passado” e em 2019 “A Mesa está posta”, agora vencedor do Prémio D.Diniz.

O Prémio D. Diniz, instituído em 1980, distingue anualmente uma obra de poesia, ensaio ou ficção.

 

 

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