Nuno Magalhães, professor e investigador há mais de 30 anos, tem desempenhado um importante papel em investigações relacionadas com a seleção genética da videira e é consultor de empresas de várias regiões vitícolas do país.

É professor emérito da Universidade de Vila Real e foi premiado pela Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) pelo seu livro “Tratado de Viticultura: a videira, a vinha e o terroir”.A OIV, com sede em Paris, França, atribuiu na categoria Viticultura o primeiro prémio a Nuno Magalhães e igualmente ao investigador italiano Renzo Angelini, coordenador da obra “L’Uva da Tavola”.

O objetivo foi distinguir contribuições científicas originais e relevantes de importância internacional. Na obra o « Tratado de Viticultura – A videira, a vinha, o Terroir », o investigador propôs-se colmatar uma « lacuna » que detetou na literatura portuguesa sobre a vitivinicultura. Ao longo de mais de 600 páginas, fala sobre o ciclo vegetativo e reprodutor, a propagação da videira, morfologia externa e histologia da videira, melhoramento genético, a instalação da vinha, poda de inverno e condução, ecofisiologia da vinha, rega, ou doenças, pragas e desordens provocadas por fatores abióticos.

Atualmente, a maior parte das grandes empresas produtoras de vinho já plantam as suas vinhas com material selecionado.

Nuno Magalhães salientou que o trabalho de seleção teve muita importância na Touriga Nacional « porque era uma casta que estava em extinção ».

Recentemente o professor emérito da UTAD foi condecorado pelo Presidente da República com o grau de Comendador da Ordem de Mérito Agrícola.

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