Dia Internacional da Música

No dia Internacional da Música, a Casa de Mateus narra sobre a memória da Música na Casa através das principais ações da Fundação, desde o final da década de 1970, pese embora a música  tenha sido a trilha sonora ao longo das gerações da família da Casa de Mateus, em especial no século XVIII com a criação da Ópera de São Paulo (Brasil) por D. Luís António de Sousa Botelho Mourão (1722-1798), 4º Morgado de Mateus, na ocasião em que foi Governador da Capitania de São Paulo entre os anos de 1765 e 1775.

Foi e é possível ver e ouvir a presença da Música na Casa através dos instrumentos existentes na Casa, como Cravos e Órgão de Tubos. Foi e é possível sentir a Música quando estes instrumentos são tacteados pelos músicos de diversas partes do mundo que passaram e passam pela Casa, seja com os famosos Encontros Internacionais de Música da Casa de Mateus, com os Concertos da Orquestra Barroca de Mateus, com os Acolhimentos, Residências Artistas ou Jornadas Musicológicas que têm preenchido a Casa com uma sonoridade peculiar.

 

Iniciados em 1979, os Encontros Internacionais de Música da Casa de Mateus marcaram o panorama da Música Antiga em Portugal com as suas propostas pioneiras no ensino e divulgação da Música barroca.

As edições dos Encontros de Música de 2018, 2019 e 2020 procuraram promover uma integração dos Cursos com uma programação de Concertos e debates através de Jornadas Musicológicas para a reflexão sobre os próprios Encontros de Mateus e o ensino das práticas historicamente informadas.

O ano de 2020, que marcou a XXX edição, vivenciou um momento especial face a situação atípica mundial, mas mesmo com uma versão mais reduzida e com todos os cuidados de afastamento social necessários não perdeu a sua identidade, não emocionou menos e, tão pouco, prejudicou a aproximação harmónica de sentimentos que só a Música é capaz de gerar.

 

 

 

Além dos Encontros, os Concertos realizados pela Orquestra Barroca de Mateus também evidenciam a Música na Casa. A Orquestra Barroca de Mateus estreou-se no dia 28 de Setembro de 2018, com o espectáculo Setaro, Construtor de Utopias.

Sob a direção artística e musical do maestro e musicólogo Ricardo Bernardes, é formada por alguns dos melhores músicos atuantes em Portugal e Espanha, especializados na interpretação historicamente informada e com instrumentos de época.

O projeto de constituição da Orquestra nasce da tradição iniciada por Marie Leonhardt com o Ensemble Barroco de Mateus, num contexto que é hoje de recuperação e intensificação das atividades musicais da Fundação da Casa de Mateus, marcadas pela realização, nos últimos anos, dos ciclos de concertos Memórias e Caminhos de Mateus e do regresso dos Encontros Internacionais de Música, ambos centrados na exploração dos repertórios e práticas das músicas antiga e barroca.

O seu repertório será abrangente, embora confira uma especial atenção à produção musical ibérica e de estética italianizante, bem como às suas ramificações no Brasil e na América Latina entre o séc. XVI e os inícios do séc. XIX.

 

A Música na Casa também se ouve o som de tantos Concertos:

Em 1978 realizaram-se os primeiros concertos de música clássica na Fundação da Casa de Mateus com a participação de músicos portugueses e estrangeiros: (Joana Silva e Adriano Jordão; Patrícia Chiti e Adriano Jordão; Camarata Académica de Salzburgo; Orquestra de Câmara de Moscovo), logo em 1979 e até 1983 o número de concertos e recitais passa a atingir as 3 dezenas.

Em 1980, pela sua projecção, ressaltou o concerto de homenagem a Heitor Villa-Lobos pela Orquestra Gulbenkian e o solista Dagoberto Linhares.

Em 1981, destaca-se a Comemoração do Centenário de George Enescu e do dia Mundial da Música com a participação dos músicos Eric e Tania Heidsiek, Liliana Bizinech e Adriano Jordão.

Em 1985, o Coro Gulbenkian participa em Mateus na Comemoração do 40º aniversário das Nações Unidas, no dia 24 de Junho.

1985 é também o ano em que é lançado o Festival de Música Barroca de Vila Real com o apoio da Fundação.

Na Páscoa de 1990, é de assinalar o concerto por Gustav Leonhardt inaugurando o órgão da Capela restaurado com o apoio da Solubema – Sociedade Luso-belga de Mármores. S.A, bem como o estágio, em Mateus, da orquestra dos “Solistas de Câmara Austríacos” que realizaram concertos em Mateus, Lisboa e Porto, com o apoio da Inforgal.

Em 1992 a Orquestra Barroca da União Europeia dirigida por Ton Koopman fez um estágio de 10 dias em Mateus para preparar a sua digressão europeia desse ano.

Em 1993 é de referir a criação da Orquestra do Norte de que a Fundação é membro-fundador.

Em 1996 um acontecimento merece particular destaque: a 17 de Agosto a homenagem a Dame Moura Lympany por ocasião dos seus 80 anos, que foi agraciada com a Ordem do Infante D. Henrique, pelo Senhor Presidente da República e em que Sir Edward Heath se deslocou a Mateus para dirigir a orquestra.

No ano 1999 foi apresentada, pelo coro Henri Duparc e a Orquestra Musica Antiqua, a primeira audição mundial moderna da Missa de Domingo de Ramos Lobo de Mesquita sendo gravada para a edição de um CD. Também foi gravada a obra “Dominó IV” do compositor Philippe Boivin interpretada pelo quatuor Parisii.

Em 2013 foi apresentado um concerto com o Côro S. Carlos e a Orquestra Nacional da GNR, com comentários de Jorge Rodrigues, em que serão interpretadas obras relativas às vindimas, que terá lugar em Setembro.

Em 2014, na área musical tivemos ainda um concerto de música barroca pelo grupo Concilium Musicum Wien, dirigido por Christoph Angerer.

Em 2016, no dia 16 de Setembro, no Barrão da Casa de Mateus, foi publicamente apresentado o programa “Caminhos de Mateus” desenvolvido pela Fundação da Casa de Mateus com o apoio financeiro da associação Douro Generation no âmbito do programa Douro Vintage Fest – Aldeias com Vida. Trata-se de um programa de actividades musicais que inclui conferências e concertos de música antiga e barroca de compositores de Portugal e de países da América Latina a desenvolver em 2016 e em 2017. Os concertos de 2016, realizaram-se nos dias 21, 22, 23, 29 e 30 de Outubro.

No dia 23 de Setembro de 2016, em colaboração com o Conservatório Regional de Música de Vila Real, a Fundação da Casa de Mateus acolheu o concerto de flauta e cravo “Tributo a Bach” por Filipa Oliveira e João Paulo Janeiro. O concerto integrou o programa “Memórias e Caminhos de Mateus” e realizou-se às 21h30 na Capela da Casa de Mateus. Recebemos 47 inscrições e estiveram presentes 80 pessoas.

Em 2018, a programação musical destaca o retorno dos Encontros Internacionais de Música da Casa de Mateus na sua 28ª edição e a estreia da Orquestra Barroca de Mateus com o espetáculo “Setaro, o Construtor de Utopias”

Em 2019, realizaram-se os Concertos, no âmbito dos Encontros Inernacionais de Música, “De Pergolesi a Almeida Mota: Portugal e Galiza – Música e Cultura no Séc. XVIII”, “De Pergolesi a Almeida Mota: Portugal e Galiza – Música e Cultura no Séc. XVIII”, “Der Fluyten Lust-Hof – harmonia crepuscular”, “Ensemble Hotteterre: L’amant le plus fidelle”, “Concerto de Alunos”, “Concerto de Professores”, “Concerto de Encerramento”. A Orquestra Barroca de Mateus criou e apresentou os Concertos “Stabat Mater – Salve Regina” no Festival Música a Norte, na Madeira e, também, no Festival de Música Antiga de Lisboa / Lisbon Early Music Festival – 2019; o Concerto “Paralelismos: Paris – Lisboa – São Paulo: Da corte de Luís XIV à Ópera de São Paulo no tempo de Morgado de Mateus” no Convento dos Remédios, em Évora; o Concerto “O Natal entre Faro, São Paulo e Nápoles no séc. XVIII” na Catedral de Faro, iniciativa entre a Fundação da Casa de Mateus e o Consulado Geral do Brasil em Faro.

Em 2021 realizaram-se os Concertos “Uma Playlist dos Tempos de Magalhães”, “Maestri Virtuosi”, “Discepoli Virtuosi”, “Grand finale”; realizaram-se os Concertos “O Nosso Planeta | Banda de Música de Mateus”; “Gala dos Prémios Nacional e Luso-Galaico Elisa de Sousa Pedroso”; “Ensemble Joseph Hel | Lacrimae/Dans une larme; un reflet”; “Viagem na Polifonia entre Portugal e Brasil no séc. XVIII: origens e influências”,         que assinalou os 50 anos da instituição da Fundação da Casa de Mateus e os 25 anos do Americantiga Ensemble; a gravação das Sonatas Opus 110 e Opus 111 de Beethoven e um CD para crianças com a pianista Maria João Pires para.