Viver a Casa de Mateus sem sair de casa

Maio, mês da Poesia

 

Há a poesia que é a dos poetas ­– e também de nós todos, felizes leitores – aquela forma absolutamente precisa e quase explosiva de utilizar as palavras. Há a poesia que é de todos – e também dos poetas, claro –, aquela que é uma forma mais incisiva, mais límpida, mais densa, de ler e compreender o mundo.

No mês em que reuniríamos em Mateus, como tantas vezes desde 1990, um conjunto notável de poetas para exercerem em conjunto o milagre da tradução, essa reinvenção da língua noutras línguas, a Fundação da Casa de Mateus prossegue a sua programação online com a convicção de que as artes, a sua forma de apropriação sensível do que nos rodeia, são uma arma de conhecimento e reconstrução.

Em discussão, a geopolítica das coisas e o papel que a China estava já a desempenhar neste mundo em que os polos tradicionais perdem nitidez; ou o impacto da pandemia nas políticas urbanas e o futuro das cidades; ou ainda a importância do património e da memória como forma de conhecimento e projeção no futuro. Tudo isto, num mês atravessado pela partilha do privilégio que é a presença – ainda que virtual – dos poetas e do seu modo particular de reinventar incessantemente este nosso lugar comum.

 

6 de Maio

Compreender a nova China

Mesmo antes de irromper como protagonista do novo quadro mundial provocado pela pandemia, a China estava já a emergir como o grande pólo económico e de inovação à escala mundial. Numa conferência-debate em ambiente virtual, Alfons Cornella e Mònica Alonso, do Institute of Next, Sandro Mendonça e Cátia Miriam Costa, especialistas do ISCTE em Economia e Relações Internacionais, respetivamente, falam-nos das formas como a ciência, a tecnologia e a inovação têm integrado a política externa e a diplomacia chinesas, dos impactos globais da gigantesca transformação ‘verde’ que o país está a empreender, ou ainda dos caminhos a empreender pelas empresas europeias para encontrar pontes com esta nova realidade.

 

12 de Maio

O impacto da pandemia nas políticas urbanas e o futuro das cidades

O ciclo Cidade, Lugar Comum é uma iniciativa do Município de Vila Real e da Fundação da Casa de Mateus, iniciada no final de 2019 e que deverá prosseguir até ao final deste ano de 2020. O programa reúne em Vila Real – presencial ou virtualmente – especialistas portugueses e internacionais em planeamento, ecologia urbana, geografia, inovação ou criatividade, na busca de uma melhor compreensão das grandes linhas de pensamento que influenciam as políticas concretas para um desenvolvimento urbano sustentável. Em Maio, José Gomes Mendes, autor de ‚O Futuro das Cidades‘ e atual Secretário de Estado do Planeamento, reflete connosco sobre as consequências que a pandemia traz ao redesenho de políticas concretas para as cidades.

 

18 de Maio

Dia Internacional dos Museus

A Casa de Mateus, finalizada em 1744 e reconhecida como Monumento Nacional desde 1910, é um sítio mágico. Uma máquina do tempo que nos permite viajar ao longo dos últimos quinhentos anos da História de Portugal, da Europa e do Mundo. Um ponto no universo onde confluem, vindos de muitas latitudes, pessoas, ideias, documentos, obras de arte que, juntos, constituem um espólio que convidamos a partilhar bem sentado em sua casa.

22 de Maio

Oficina Narrativas do Património

Narrar o património implica tornar presentes todas as personagens, todas as histórias, todas as ideias que podemos observar ou intuir a partir da arquitetura, do mobiliário, da coleção, dos jardins, dos espaços produtivos… Significa, mais do que descrever, a capacidade de fazer reviver, de dar a viver. Para além das personagens e das ações, das vidas, que intuímos em cada um dos espaços da Casa, outro dos elementos narrativos mais frutuosos está nas fissuras que podemos observar entre as diferentes camadas de tempos que se sobrepõem. Esta oficina integra o projeto Lugar Comum e destina-se tanto à formação dos guias da Casa de Mateus como à comunidade interessada.

 

27 de Maio

Tradução Coletiva de Poesia Viva

A tradução coletiva de poesia tem como objetivo promover a tradução de poetas vivos, na sua presença, por um conjunto de outros poetas. Deste trabalho resulta a criação de um novo poema feito coletivamente. Graças a estes Seminários de Tradução de Poesia, foram traduzidos em Mateus mais de 80 poetas de 39 nacionalidades diferentes, muitos deles publicados em livro. Neste ano excecional, na ausência física dos poetas, são os poemas e os seus leitores que assumem o protagonismo.

 

Entrevista a Nuno Júdice – 1 de Maio de 2020

 

Entrevista a Jorge Velhote – 7 de Maio de 2020

 

Entrevista a Ana Luísa Amaral – 11 de Maio de 2020

 

Entrevista a Ricardo Marques – 27 de Maio de 2020

 

Entrevista a José Eduardo Reis – 27 de Maio de 2020

 

 

 

 

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