Percurso Cultura e Artes (2h00/2h30)
Nota: para os cursos de Artes, cujo currículo integra a disciplina de História da Cultura e das Artes, recomenda-se também a visita à Capela.
Pátio de Honra: receção de boas – vindas e caminhada até o Museu e/ou à Capela;
Museu: explicação do cenário político, económico, social e militar através da Casa de Mateus, em especial, através da sua arquitetura que deslumbra pelos elementos decorativos por forma a criar uma espaço cénico, de representação, com a planta em U, a decoração da fachada, o efeito da dupla escadaria, bem ao gosto italianizante (Nicolau Nasoni), denotando poder e notoriedade de uma estirpe singular e notabilíssima.

A arquitetura civil é a expressão de um poder absolutista e capitalista, onde no exterior, se nota a integração dos palácios/casas senhoriais na paisagem e no espaço envolvente através da sua ligação materializada pelos jardins que os antecediam ou lhes davam continuidade e, quanto ao interior, a existência de um “piano nobile”, “bel étage”, Andar Nobre, com um vestíbulo a servir de ligação a duas alas paralelas, simétricas, a contribuir para a planta em U e um efeito cenográfico, complemento teatral com o Pátio de Honra, delimitado pela decoração da fachada icónica da Casa.

Capela: de 1750, da autoria de Mestre Alves do Rego (Minho), com planta de nave única e centralizada, em forma geométrica curva, elíptica e oval e longitudinal, com as paredes côncavas e convexas a fim de criar efeitos ondulantes de surpresa e luminosos, ainda cobertas por retábulos em talha dourada, criando a ilusão de um espaço maior, ligando teto e parede, sem esquecer a cúpula de enormes dimensões a representar simbolicamente o Céu.

A fachada, de enfâse maior, com o portal principal, pela decoração vertical e pela acumulação de ornamentação com cartela, frontões, colunas. Altar-mor em talha dourada com um trono eucarístico e as colunas laterais pintadas em “trompe-l’oeil” com estuque encabeçado pela possível existência de um fresco a contribuir para a profusão da cor e para o prazer dos sentidos.

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Após a visita ao Museu e/ou à Capela, optar por uma ou várias oficinas propostas conforme as solicitações das escolas.

Intervalo para o lanche nos Jardins (0h30)

 

Oficina de Restauro (0h30)

Higienização de peças e livros hipotéticos com um pincel e mata-borrão ou lixar e pintar moldura de quadro.

 

 

 

 

Oficina de Literatura Portuguesa (0h30)

Quiz sobre Os Lusíadas: distribuição de um pequeno questionário com 5 perguntas de resposta múltipla com o objetivo de conhecer melhor a obra e realçar a importância desta no contexto político nacional do período pós Invasões Peninsulares com a questão da identidade nacional em perigo.

 

 

Perguntas:

 

Oficina Storytelling Fotográfico:

 

 

Visa ilustrar a história de três mulheres, através do registo fotográfico e documental, que protagonizaram no início do século XX a administração da Casa de Mateus, nomeadamente, Dona Teresa Francisca (2ª Condessa de Melo), Dona Maria dos Prazeres (Irmã Maria de Jesus), e Dona Maria Teresa (2ª Condessa de Mangualde). O estudo sobre as três mulheres objetiva aprofundar, através do Storytelling, nas suas ações, enquanto administradoras da Casa, e também como protagonistas da história política, económica, religiosa, militar e cultural a nível regional, nacional e internacional durante a 1ª metade do século XX. Essas ações estão registadas no Arquivo documental, fotográfico e bibliográfico e merecem atenção uma vez que a mulher deste período parecia viver à sombra dos homens cujo papel estava relegado para segundo plano, sobretudo à vida doméstica.

 

 

Através do registo documental da obra, As Memorias da Condessa de Mangualde, publicadas em 2002 por iniciativa de seu neto D. Fernando de Sousa Botelho de Albuquerque, e do registro fotográfico, estamos em condições de perceber de que modo a valentia monárquica do 2º conde de Mangualde afetou toda a família, dando-nos uma contextualização nacional do período 1910/1920.

 

Oficina das Artes: em aquarela, óleo sobre tela ou num simples papel com um lápis, vamos retratar uma paisagem única e singular que tem no centro deste espaço natural, uma casa senhorial, cujo desenho, traços e planta e U marcam a arquitetura civil do Norte de Portugal durante a primeira metade do século XVIII, tendo como exemplo (s) o (s) desenho (s) a lápis de 1854 da autoria de Anselmo José Braamcamp, incluído no álbum de família pertencente à 2ª Condessa de Vila Real.

 

Oficina de Fotografia: acervo fotográfico do arquivo da Fundação da Casa de Mateus é significativo e representativo de um valor histórico notável estando, pois, ao serviço da História nas suas várias valências do nosso país, desde a primeira metade do século XIX, com exemplares pioneiros da história da fotografia, os chamados daguerreótipos, tirados aos segundos Condes de Vila Real (entre 1840-1858).