A Fundação da Casa de Mateus, propõe, ao longo do ano de 2020, apresentar e explicar cada mês documentos representativos das 12 Secções constantes do seu Arquivo.

Documento do Mês de Novembro

Secção 11 – Sousa Botelho Mourão

 

 

Maria dos Prazeres de Sousa Botelho e Melo nasceu em Lisboa no dia 24 de Janeiro de 1869 e morreu na mesma cidade, no Centro Social do Menino Deus no dia 28 de Julho de 1955.

Em criança era carinhosamente apelidada de Pichini por vários membros da família. A sua educação foi entregue a uma governanta irlandesa, rígida e austera. Aos 18 anos era uma jovem inteligente e culta, revelando grande talento para a pintura.

Ingressou na vida religiosa em 1899 na Ordem de São José de Cluny, adoptando o nome de religiosa de Irmã Maria de Jesus. Em 1901 foi para o St Joseph’s Convent em Stafford onde levava uma vida de simplicidade. De acordo com as palavras de uma das suas companheiras, era uma mulher simples que nunca falava de si própria, do seu passado ou da sua família. Em Maio de 1929 entrou em funções como Superiora em Senlis e no ano seguinte, após uma passagem por Mangualde, foi para Coimbra. Nesta cidade, fez um trabalho notável no Colégio da Rainha Santa Isabel, instalado no antigo Convento de Santa Clara.

 

Em 1944 mudou-se para Torres Novas para o Colégio de Santa Maria onde traduziu do francês a vida da Madre Ana Maria Javouhey, fundadora das Irmãs de São José de Cluny

Depois de deixar Torres Novas, c. de 1946, ainda haveria de concretizar uma outra obra em Lisboa, no Centro Social do Menino Deus. Foi responsável reconstrução deste centro, pela criação de um dispensário e um atelier de costura, além da organização de visitas aos pobres.

No entanto, as cartas que dela se conservam no Arquivo da Casa de Mateus provam que não se mantinha alheia às questões do país, da família ou da administração da Casa. Nessas mesmas cartas referencia acontecimentos como a Implantação da República e a partida da irmã para Espanha.

 

 

 

Diante do exposto, apresentamos, como documento do mês as Notas autobiográficas de D. Maria dos Prazeres “Irmã Maria Jesus”. (G. 1568.05 ; 16 fls.) que assinalam as obras sociais idealizadas pela religiosa e que traduzem a dedicação e os apoios sociais da mesma e a preocupação com toda a comunidade.

 

 

 

 

 

 

Documentos do Mês

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