Carlos Antunes nasceu em Lisboa em 1978. Estudou Piano e Canto no Conservatório Nacional de Lisboa e formou-se em Arquitectura na Faculdade de Arquitectura da U.T.L. Participou no primeiro curso de Encenação de Ópera realizado pela Fundação Calouste Gulbenkian e Teatro Nacional de São Carlos onde encenou a ópera “Mavra” de Stravisnky, que foi apresentada na F.C. Gulbenkian e outros teatros do país. Em 2007 foi convidado para encenar a primeira audição da ópera “a montanha” de Nuno Corte-Real, apresentada no grande auditório da F.C. Gulbenkian.

Trabalhou e estudou nos Estados Unidos com o encenador Robert Wilson e desde 2007 tem colaborado regularmente com o Teatro Nacional de São Carlos e com vários encenadores como Luís Miguel Cintra, Rui Horta, Nicola Raab, Graham Vick, entre outros.

Os seus projectos recentes incluem a encenação de vários espetáculos, entre eles a ópera “Domitila” de João Guilherme Ripper, apresentada no Teatro da Paz em Belém do Pará (Brasil), no festival Cistermúsica e em Castelo Branco; a ópera “As Guerras de Alecrim e Manjerona” de António José da Silva/António Teixeira em colaboração com os S.A. Marionetas e Músicos do Tejo; o espetáculo “Hábitos de D. João V” no Festival de Música Antiga em Castelo Novo; a ópera infantil “A Rua” de Carlos Garcia, no festival “Cistermusica”; a peça “Summer Sunday” de Joseph Horovitz, no Festival de Sintra, para alem da colaboração com o encenador Luís Miguel Cintra em “Le Miroir de Jésus” apresentado no Festival de São Roque e com o encenador Andrea di Rosa em “Maria Stuarda” no  Teatro Nacional de São Carlos.

Em Março de 2019, a convite do Governo Regional da Madeira e no âmbito das cerebrações dos 600 anos, esteve à frente da primeira edição do Festival “Música a Norte” como director artístico, estando a preparar a sua segunda edição.

Desde 2005 colabora regularmente com o artista plástico António Viana na sua criação artística e no design de exposições e museus. Realiza também trabalho de investigação em musicologia histórica (período barroco), tendo neste âmbito integrado o grupo RISM Portugal (sediado na Biblioteca Nacional), que realiza o levantamento e catalogação dos arquivos musicais portugueses.