Exposição | De 29 de Setembro a 30 de Outrubro

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Nadir Afonso é uma personalidade excecional, um artista total cujos interesses viajam entre a arquitetura, a matemática e a pintura. Discípulo de Corbusier e Niemeyer, bebe neles uma noção holística do espaço e das formas enquanto lugares de fluência e movimento. Afirma a sua maturidade com a 9ª Exposição de Arte Moderna em Lisboa (SNI/Lisboa), em 1944, e no ano seguinte já está representado no Museu de Arte Contemporânea de Lisboa. Parte para Paris em 1946 e é, dois anos depois, selecionado para o Salão Moins de Trent’Ans. Acabará, porém, por retirar a sua obra, em virtude da baixa qualidade da mostra. Em 1951, parte para o Brasil e trabalha durante três anos com Oscar Niemeyer, colaborando no projeto do IV Centenário da cidade de São Paulo.

Quando, em 1965, decide abandonar a arquitetura, é um artista completo e respeitado em todo o mundo. Do surrealismo à arte cinética, dos estudos de óptica e matemática aos trabalhos sobre estética, o pensamento e a obra de Nadir Afonso deixam uma marca profunda que atravessa o séc. XX e se estende, com a mesma vitalidade, para o séc. XXI.

Nesta exposição, a Fundação da Casa de Mateus e a Fundação Nadir Afonso juntam-se nas suas vocações territoriais, patrimoniais e de difusão da arte contemporânea para nos dar o prazer de ver Nadir Afonso multiplicado, desde logo, nas magníficas tapeçarias que desenhou para a Fábrica de Tapeçarias de Portalegre, mas também em mais de três dezenas de serigrafias que nos permitem um olhar panorâmico sobre a sua obra. Em Setembro, estendemos a conversa a um conjunto importante de amigos, estudiosos e conhecedores profundos da obra de Nadir, forma de melhor conhecer e melhor tomar partido do seu pensamento e das suas múltiplas práticas.