Viagem estilística entre Nápoles, Lisboa e São Paulo

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O Concerto «Stabat Mater – Salve Regina» acontece, no âmbito do Festival de Música Antiga de Lisboa / Lisbon Early Music Festival – 2019. O Festival é uma iniciativa do Americantiga Project e promove concertos de agrupamentos ligados ao projecto, assim como conta com a participação da Orquestra Barroca de Mateus e demais ensembles convidados. O festival pretende estimular a execução do reportório vocal e sacro das tradições musicais Luso- Brasileira, Hispano-Americana e Italiana do século XVI às primeiras décadas do XIX. O festival conta com os apoios institucionais da Fundação da Casa de Mateus, da Biblioteca Nacional de Portugal e da Paróquia de São Paulo.

 

Stabat Mater – Salve Regina

Viagem estilística entre Nápoles, Lisboa e São Paulo

No séc. XVIII, imperava a música italiana por toda a Europa, com figuras notáveis como Handel e Mozart a escreverem no melhor estilo napolitano. Em Portugal não foi diferente pois excelentes compositores souberam absorver e adaptar as diversas linguagens musicais que cá chegavam para criarem as suas próprias obras. Este concerto propõe uma digressão circular, uma viagem sonora que parte das raízes do barroco musical italiano com Alessandro Scarlatti e Giovanni Pergolesi — e as suas influências nas cortes de Lisboa e, consequentemente, nas emulações da estrutura de corte na capital da província de São Paulo ainda em fins do século XVIII. Assim como o estilo instrumental italiano de compositores como Antonio Vivaldi pode ser relembrado em obras como as sinfonias para cordas de Pedro António Avondano, será claro ao espectador que o célebre Stabat mater (1736) de Pergolesi, uma das mais célebres e disseminadas obras durante os setecentos, foi claramente inspirada no Salve regina de Alessandro Scarlatti, morto em 1725. Essa linguagem teatral para a música sacra, distinta da mais severa e polifónica, mormente praticada em Roma, influenciou compositores portugueses do mesmo período, nomeadamente André da Silva Gomes, formado em Lisboa e mestre de capela em São Paulo durante a governação do 4º Morgado de Mateus, de quem ouviremos a ária “Quoniam tu solus sanctus” de sua grandiosa Missa a 5 vozes e orquestra.

 

ORQUESTRA BARROCA DE MATEUS

Dir. Ricardo Bernardes

Solistas vocais:

Mariana Castelo Branco – Soprano *

Arthur Filemon – Alto*

Tiago Daniel Mota – baixo **

 

Tera Shimizu, Miguel Simões, César Nogueira – Violino I

Raquel Cravino, Álvaro Pinto – Violino II

Paul Wakabayashi – Viola

Paulo Gaio Lima – Violoncelo

Marta Vicente – Contrabaixo

Catarina Sousa – Cravo

 

PROGRAMA

Antonio Vivaldi (1678 – 1741)

Concerto para cordas e contínuo em fá maior RV 138

Allegro – Adagio – Allegro

 

Alessandro Scarlatti (1660 – 1725)

Salve regina para 2 vozes e orquestra *

 

André da Silva Gomes (1752 – 1844)

“Quoniam tu solus sanctus” da Missa a 5 vozes e orquestra **

 

Pedro António Avondano (1714 – 1782)

Sinfonia para cordas em fá maior

 

Giovanni Baptista Pergolesi (1710 – 1736)

Stabat mater a 2 vozes e orquestra *

 

A entrada é livre e os bilhetes podem ser retirados no local com antecedência de 30 minutos.

 

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